A ficção é de verdade

Estudo realizado pela Emory University afirma que o que lemos se torna experiência real para o nosso cérebro

Não importa se você está na poltrona da sala, deitado na rede sob uma árvore ou na cabeceira da cama minutos antes de adormecer, um bom livro de ficção te levará para lugares nunca antes visitados. É a magia de viajar no tempo, transladar e vir a ser quem nunca teríamos coragem ou oportunidade de ser na vida real. Esse é o poder invisível sempre presente nas mãos de um escritor e, agora, comprovado pela Ciência. Segundo Gregory Berns, professor de neurociência, “histórias moldam nossa vida, e em alguns casos ajudam a definir como é uma pessoa”.

Desde os meus doze anos de idade escrevo livros, através deles, já estive em Paris no século XVII, em Marrocos em pleno século XXI, vivi o glamour das festas da realeza, a imponência do tango argentino, o infortúnio de ter suas escolhas regidas pela Coroa, o amor proibido, a paixão reacendida, a vida e a morte. Pasme! Mesmo sendo fruto da imaginação, a experiência é real, afirma a Ciência. Um estudo realizado pela Emory University, de Atlanta, aponta que a leitura nos faz adentrar o personagem e se sentir em seu lugar. Nosso lobo temporal, responsável pelo gerenciamento da memória, registra todos os eventos como se fossem experiências reais, as quais, ao longo da nossa trajetória, podem moldar, inclusive, nosso comportamento.

De um lado, isso nos faz perceber como a pitada de ficção diária, presente na leitura de um livro, não deve ser ignorada, é o calmante após o dia turbulento, a viagem sem custos, o presente do despertar da imaginação. No entanto, por outro lado, a pesquisa também nos alerta para a responsabilidade do autor ao desenvolver suas histórias, pois elas podem transformar o mundo para melhor ou para o contrário disso. Todo escritor deve saber a sua missão, a minha é defender o amor verdadeiro.  

Pela primeira vez, depois de quinze anos escrevendo histórias, vivi a alegria de ver um de meus livros em formato impresso nas livrarias. A gente sabe que está no caminho certo quando o adulto se encontra nos sonhos de criança que há dentro de nós! É assim que me sinto todas as vezes que um leitor se entrega às minhas histórias e se apaixona por elas como eu. E você, amigo escritor, como se sente? Como tem sido levar a “verdade” através da ficção?

Publicado por autoralarissamolina

Jornalista e escritora, Larissa Molina deu início ao seu primeiro livro com 12 anos e, desde então, não parou mais de escrever histórias. Como jornalista, foi premiada pelo 16º Congresso de Ciências da Comunicação e recebeu o 23º Prêmio Losso Netto de Jornalismo, e em 2018, seu primeiro romance publicado bateu recorde de público e de vendas durante noite de autógrafos. Prestes a completar 31 anos, no dia 9 de maio de 2022, a autora lançou a biografia da atriz Cristiana Oliveira, a Juma da novela "Pantanal" de 1990 e a Alicinha de "O Clone", em coautoria com a própria atriz. O evento de lançamento aconteceu na livraria Travessa de Ipanema, no Rio de Janeiro (RJ), marcado por uma sessão de autógrafos das autoras e contou com a presença de diversas celebridades, como David Brazil, Beth Goulart, Henry Pagnocelli e outros artistas. Além de romances publicados na Amazon e também pelo Grupo Editorial Letramento, Larissa assina cinco obras biográficas lançadas no anonimato, como ghost writer.

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